Cristo nasceu “Rei dos Judeus” (Mateus 2.2), foi chamado “Rei de Israel” e “Rei dos Judeus” (Mateus 27.11; Marcos 15.2, etc.), e admitiu tanto um como outro título (João 1.49-50; 12.12-15). Não abdicou o direito ao trono de Davi, embora seu próprio povo (como fora predito pelos profetas), O “desprezasse e rejeitasse” (Isaías 53.3), e O crucificasse (Salmos 22.12-18; Isaías 53.5, 8-10; Zacarias 12.10). Os quatro evangelhos declaram que a epígrafe “O Rei dos Judeus” foi a acusação colocada na cruz (Mateus 27.37; Marcos 15.26; Lucas 23.38; João 19.19). Eis como Marcos relata a rejeição de seu Rei pelo povo de Israel e lhe reclama a crucificação: “E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que eu vos solte o rei dos judeus?… Mas estes incitaram a multidão no sentido de que lhes soltasse, de preferência, Barrabás. Mas Pilatos lhes perguntou: Que farei, então, deste a quem chamais o rei dos judeus? Eles, porém, clamavam: Crucifica-o!” (Marcos 15.9-13).

Os profetas hebreus profetizaram que Cristo ressurgiria dos mortos e que viria estabelecer o reino que jamais teria fim (1 Reis 2.45; 9.5; Isaías 9.7; 53.10; Jeremias 17.25; Daniel 2.34-35; 44-45; 7.14, etc.). Ao ressurgir dos mortos e ascender à mão direita do Pai, Cristo cumpriu somente a primeira parte das profecias, e se o restante delas deve ser cumprido (e isso tem de acontecer, pois Deus não mente), então haverá uma restauração futura do Reino de Israel, como os discípulos acreditavam (Atos 1.6), como afirmou Pedro (Atos 3.19-26) e mesmo Cristo o admitiu (Atos 1.6-7). As Escrituras predizem com freqüência o arrependimento, a redenção e a restauração de Israel (Ezequiel 39; Zacarias 12,13,14; Atos 5.31, etc.). Paulo orou pela salvação de Israel (Romanos 10.1) e declarou que “Todo o Israel será salvo” (Romanos 11.26).

Se os muçulmanos e demais nações do mundo compreendessem as profecias concernentes ao direito de Israel à sua terra, respeitando-as e honrando a Deus que lhe concedeu a terra, haveria paz no Oriente Médio e também no mundo. Mas, ao contrário disso, eles insistem no desejo de varrer Israel da face da terra, o que levará Cristo a intervir dos céus para socorrer Israel no Armagedom e destruir o anticristo, seus seguidores e seu reino. Até mesmo Israel, em sua maioria não crê que Deus lhe tenha dado a terra e está negociando-a através de uma “paz” falsa com um inimigo que jurou exterminá-lo.

Cristo edifica Sua Igreja

Sabendo que Israel O rejeitaria e O crucificaria, Cristo disse que edificaria uma nova entidade, a Igreja. A palavra “igreja” ou “igrejas” (ekklesia no grego, significa “chamados para fora”), ocorre cerca de 114 vezes no Novo Testamento. Não há no Velho Testamento palavra hebraica traduzida por “igreja”. Referindo-se a Israel, as palavras mais comparáveis no hebraico são edah, mowed e qahal, cuja tradução é “assembléia” ou “congregação”. Enquanto Atos 7.38 refere-se “à ‘igreja’ [congregação de Israel] no deserto”, a Bíblia faz uma clara distinção entre Israel e a Igreja do Novo Testamento, constituída tanto de gentios como de judeus e que não existia antes da morte e da ressurreição de Cristo. Foi estabelecida por Ele e para Ele que, mesmo até agora, continua a edificá-la: “Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18).

Temos aqui uma óbvia reivindicação de Cristo de que Ele é Deus. Israel foi escolhido por Deus. Quem, então, senão Deus mesmo, poderia estabelecer uma outra congregação de crentes em acréscimo a, e distinta de Israel? A afirmação de Cristo em relação à Igreja é semelhante ao que Ele disse aos judeus “que creram nele”, e tem as mesmas implicações sérias: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8.31-32).

Os judeus devem ter ficado pasmos. Como Ele ousara dizer termos tais como: “minha palavra”, “meus discípulos”, ou afirmar ter poder para libertar os Seus seguidores? Não era a palavra de Deus que eles deveriam seguir, e não eram eles discípulos de Moisés? Com estas prerrogativas, não queria Ele ser maior que Moisés ou até mesmo igual a Deus? Qualquer que fosse o sentido dos termos “Seu discípulo”, Ele estava, obviamente, começando algo novo.

Distinções entre Israel e a Igreja

1. A Igreja não substitui Israel

Entretanto, ninguém imaginava que este operador de milagres tivesse em vista prescindir de Israel e o substituir por uma outra entidade. Essa heresia provém do catolicismo romano, e muitos reformadores foram incapazes de se libertar dela, apesar de compreenderem claramente a salvação pela graça através da fé. A crença de que a Igreja substitui Israel continua ainda hoje entre os católicos romanos, mas também entre muitos evangélicos.

No seu início a Igreja era composta só de crentes judeus. Eles tinham dificuldade de acreditar que os gentios também podiam ser salvos por Cristo e fazer parte da Igreja, mesmo tendo os profetas do Velho Testamento feito tal afirmação (Salmos 72.11, 17; Isaías 11.10; 42.1-6; 49.6; Malaquias 1.11, etc.). Até mesmo depois de compreendido o “mistério” revelado por Paulo de “que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho” (Efésios 3.6), alguns deles tentaram sujeitar os gentios às suas leis judaicas. Na verdade, estavam erroneamente fazendo da Igreja uma extensão de Israel (Atos 15.1).

Os gentios são “separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo” (Efésios 2.12). Quando um gentio é salvo e acrescentado por Cristo como uma “pedra viva” à Igreja em construção (1 Pedro 2.5), não está sob as leis judaicas e os costumes da Antiga Aliança. E quando um judeu é salvo e acrescentado à Igreja, está livre da lei judaica (“lei do pecado e da morte”) e de suas penalidades (Romanos 8.1). Tanto um como o outro, que pela fé entraram para a Igreja, estão dali em diante sob uma lei superior “a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus” (Romanos 8.2). De fato, Cristo tornou-se sua vida, expressando através deles este novo padrão de sã conduta – algo desconhecido de Israel, até mesmo de seus grandes profetas (1 Pedro 1.10-12).

2. A Igreja – Corpo de Cristo

Ninguém pode por si mesmo introduzir-se nesse templo sagrado; só Cristo poderá fazê-lo. As pedras vivas, que Ele está juntando umas às outras para formar o templo eterno, não desabam e nem se desintegram de sua estrutura. Estamos em Cristo e eternamente seguros.

A Igreja é o corpo de Cristo e por Ele é nutrida. Os crentes são chamados de ramos na videira verdadeira num fluir contínuo da vida dEle para os crentes. Cristo é a cabeça do corpo, que é, portanto, por Ele dirigido e não por um sacerdócio ou qualquer outra hierarquia de homens em sedes na terra. A sede da Igreja está nos céus. No entanto, as denominações (e demais seitas) de hoje têm as suas sedes e as suas tradições e tornaram-se em organizações, ao invés de se contentarem em fazer parte do organismo, o corpo de Cristo.

Na Igreja “não pode haver judeu nem grego [gentio]… porque todos vós sois um em Cristo” (Gálatas 3.28). Os gentios não se tornam judeus, mas judeu e gentio tornaram-se “um novo homem” (Efésios 2.15). Na cruz, Cristo “aboliu” as “ordenanças” que separavam judeu e gentio. Daí podermos afirmar com toda certeza que os gentios não têm de se submeter àquelas “ordenanças”. Tentar fazê-lo é abominação e forçar algo que Deus aboliu.

3. Fé no Sacrifício de Cristo – Meio de Salvação

A carta de Paulo aos Gálatas foi escrita com o intuito de corrigir o erro de que a salvação é em parte por Cristo e em parte pelas obras. A salvação por obras é o erro de toda e qualquer seita, e o catolicismo romano desenvolveu ao máximo o seu sistema de ritual religioso e também das obras. Em todas as suas epístolas, Paulo volta ao tema de que a salvação é totalmente pela graça e nenhum pouco por obras. Nisto reside a principal diferença entre Israel e a Igreja: para o primeiro, a vida eterna seria obtida pela observância da lei, e para a Igreja, vem unicamente pela fé.

Na Antiga Aliança, a vida era oferecida ao justo que guardava a lei: “faça isto e viverá” (Deuteronômio 8.1; Lucas 10.28). Entretanto, ninguém conseguiu guardar a lei, pois todos pecaram (Romanos 3.23). Sob a Nova Aliança (disponível desde Adão), “ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça” (Romanos 4.5). Por orgulho o homem insiste em se tornar justo por si próprio – uma tarefa impossível. Paulo lamentava o fato de que, embora o seu povo Israel “tivesse zelo por Deus”, todavia, “desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus” (Romanos 10.3) pela Nova Aliança. O mesmo acontece com todas as seitas. O catolicismo romano, por exemplo, tenta (através dos sacramentos, das penitências e das obras), tornar os seus membros justos o bastante para entrar nos céus. É o mesmo pecado do fariseu que se julgava justo diante de Deus, e não foi ouvido; enquanto que o publicano, reconhecendo o seu vil estado, foi justificado (Lucas 18.10-14).

Para ser salvo (com algumas exceções), ter-se-ia que pertencer a Israel, mas para pertencer à Igreja é preciso ser salvo (sem exceção). A Igreja não é um veículo de salvação. Crer que ela o seja constitui-se em erro crucial, e a maioria das seitas assim o afirma, como os mórmons e católicos romanos. Pois, para eles, é através da sua igreja que vem a salvação. Na realidade, a salvação é para os que estão fora da Igreja e só, então, poderá alguém tornar-se parte dela.

A salvação sempre foi, e ainda é, a mesma para judeus como para gentios. Mas os planos de Deus para Israel são diferentes dos para a Igreja. Os judeus (como os gentios), que crerem em Cristo antes de Sua segunda vinda (quando Ele se fizer conhecido a Israel, o qual será todo salvo), fazem parte da Igreja. Os judeus que virem a crer em Cristo quando Ele aparecer e os livrar no meio do Armagedom, continuarão na terra no reino milenar e Cristo reinará sobre eles no trono de Davi. Muitos gentios também serão salvos nessa época, mas “todo o Israel será salvo” (Romanos 11.26).

O problema da igreja da Galácia continua (em variados graus) dentro de alguns grupos denominados hebraico-cristãos ou congregações messiânicas. Há uma freqüente tendência (até mesmo entre os gentios), de se imaginar que um retorno aos costumes judaicos contribui para maior santidade. Reverencia-se tradições extra-bíblicas, como por exemplo, a cerimônia seder na páscoa, como se fossem inspiradas por Deus. Somente as Escrituras devem ser o nosso guia, a ponto de excluir as tradições humanas condenadas por Cristo (Mateus 15.1-9; Marcos 7.9-13), e também pelos apóstolos (Gálatas 1.13-14; Colossenses 2.8; 1 Pedro 1.18). Tanto dentro do catolicismo como do protestantismo, as tradições têm se desenvolvido no curso dos séculos e levado a um erro maior.

Devemos nos lembrar de que Cristo sempre pretendeu que a Igreja fosse algo novo e diferente de Israel. Ela não partilharia e nem interferiria nas promessas divinas concernentes a Seu povo aqui na terra, e tais promessas serão cumpridas no devido tempo. As ordenanças religiosas feitas a Israel seriam também separadas da Igreja. Aqui, novamente as seitas se desviaram.

O mormonismo, por exemplo, alega ter tanto o sacerdócio araônico como o de Melquisedeque. O catolicismo romano, por sua vez, advoga ter um sacerdócio sacrificial em que Cristo continua a ser oferecido como sacrifício no altar. Na Igreja, ao contrário disso, cada crente é um sacerdote (1 Pedro 2.9), e os sacrifícios oferecidos são “sempre sacrifícios de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” e “a prática do bem” (Hebreus 13.15-16).

Na verdade, não há mais qualquer sacrifício propiciatório a ser oferecido para o perdão dos pecados. Isto foi possibilitado à Igreja pelo sacrifício único de Cristo na cruz; o qual não mais se repete porque Ele pagou por completo a penalidade que a justiça de Deus exigia, e isto foi possível por ser Deus “justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3.26). Conseqüentemente, “já não há oferta pelo pecado” (Hebreus 10.18).

Israel rompeu a aliança que Deus tinha feito com ele, demonstrando assim que “ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Romanos 3.20). Seu sistema de sacrifício não podia remover pecados, mas apontava para o único “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1.29), e predizia o estabelecimento de “uma nova aliança” com Israel (Jeremias 31.31). O sacrifício de animais abria o caminho para o sumo sacerdote judeu no santuário terreno e este santuário foi feito conforme o modelo da realidade celestial (Hebreus 9.1-10). Quando Cristo morreu na cruz, “o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo” (Marcos 15.38), pondo fim ao sacrifício de animais. Agora temos “Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus” (Hebreus 4.14), que, “pelo seu próprio sangue… [obteve] eterna redenção” (Hebreus 9.12,24).

4. As promessas a Israel diferem das promessas para a Igreja

Israel recebeu a terra (Gênesis 12.1; 13.15; 15.18-21; 17.7-8; 26.3-4; 28.13-14; Levítico 20.24; 25.23, etc.), à qual seu destino está ligado e jamais deixará de existir (Jeremias 31.35-40). Numerosas profecias prometem a Israel a restauração na sua terra, com o Messias reinando no trono de Davi por ocasião de Sua volta (2 Samuel 7.10-16; 1 Reis 9.5; Isaías 9.6-7; Ezequiel 34.23-24; 37.24-25; Lucas 1.31-33, etc.). É clara a promessa de que Deus derramará do Seu Espírito sobre o Seu povo escolhido que, depois disso, jamais manchará novamente o Seu santo nome, e Ele não mais esconderá de Israel o Seu rosto (Ezequiel 39.7; 22, 27-29; Zacarias 8.13-14).

Israel deve permanecer para sempre (Jeremias 31.35-38), caso contrário as profecias bíblicas e as promessas de Cristo não se cumpririam. Cristo faz menção da existência das cidades de Israel ainda por ocasião de Sua segunda vinda (Mateus 10.23), o que prova que a Igreja não substituiu Israel. Além dessas provas, uma outra (ainda que desnecessária), é que Cristo prometeu aos Seus discípulos que eles reinariam com Ele sobre Israel no Seu reino milenar (Mateus 19.28; Lucas 23.30). A Igreja não pode cumprir as profecias que foram feitas a Israel; ela nunca pertenceu a uma terra específica de onde tenha sido deportada ou para a qual tenha retornado. Ao contrário, a Igreja é formada “de toda tribo, língua, povo e nação” (Apocalipse 5.9). A sua esperança é ser arrebatada ao céu (João 14.3; 1 Tessalonicenses 4.16-17; etc.), onde estaremos diante do “tribunal de Cristo” (Romanos 14.10; 2 Coríntios 5.10) e então, desposados com o nosso Senhor (Apocalipse 19.7-9), estaremos eternamente com Ele (João 14.3; 1 Tessalonicenses 4.17).

Sendo assim, em amor para com o Noivo e desejosos de vê-lO face a face, menos ocupados com as coisas terrenas, não seguindo homens ou organizações, vivamos para a eternidade. Pela fé, agradeçamos a Cristo, permitindo-Lhe, como Cabeça da Igreja, alimentar-nos, suster-nos, dirigir-nos e viver a Sua vida através de nós para a Sua glória. (Dave Hunt, TBC 12/97 – traduzido por David Oliveira Silva)

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, abril de 2000

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A verdade sobre os “Protocolos dos Sábios de Sião”

livro apócrifo “Os Protocolos dos Sábios de Sião” é uma fraude feita na Rússia pela Okhrana (polícia secreta do czar Nicolau II), que culpa os judeus pelos males do país. Ele foi publicado privadamente em 1897 e tornado público em 1905. É copiado de uma novela do século XIX (Biarritz, 1868) e afirma que uma cabala secreta judaica conspira para conquistar o mundo.

A base da história foi criada por um novelista anti-semita alemão chamado Hermann Goedsche, que usou o pseudônimo de Sir John Ratcliffe. Goedsche roubou a idéia de outro escritor, Maurice Joly, cujos “Diálogos no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu” (1864) envolviam uma conspiração do inferno contra Napoleão III. A contribuição original de Goedsche consistiu na introdução dos judeus como os conspiradores para a conquista do mundo.

O Império Russo usou partes da tradução russa da novela de Goedsche, publicando-as separadamente como os “Protocolos”, e afirmando que se tratava de atas autênticas de reuniões secretas de judeus. O seu propósito era político: reforçar a posição do czar Nicolau II, apresentando os seus oponentes como aliados de uma gigantesca conspiração para a conquista do mundo. O czar já via o “Manifesto Comunista” de Marx e Engels (de 1848) como uma ameaça. Como Marx era judeu de nascimento, apesar de não seguir a religião e de propor um regime político onde ela seria banida, a origem dele poderia ser usada para fundamentar a “ameaça judaica”.

Os “Protocolos” são uma fraude de uma ficção plagiada. Eles foram denunciados como fraude em 1921 por Philip Graves, um correspondente do “London Times”; por Herman Bernstein em “The Truth About The Protocols of Zion: A Complete Exposure” (Ktav Publishing House, New York, 1971); e por Lucien Wolf em “The Jewish Bogey and the Forged Protocols of the Learned Elders of Zion” (Londres: Press Committee of the Jewish Board of Deputies, 1920).

Os “Protocolos” foram publicados nos EUA num jornal de Michigan cujo proprietário era Henry Ford (o criador dos automóveis Ford), ele mesmo autor de um livro tremendamente anti-semita chamado “O Judeu Internacional”. Mesmo após a sua denúncia como fraude, o jornal continuou a citar o documento.

Adolf Hitler e seu Ministério da Propaganda usaram os “Protocolos” para justificar a necessidade do extermínio de judeus mais de 10 anos antes da Segunda Guerra Mundial. Segundo a retórica nazista, a conquista do mundo pelos judeus, descoberta pelos russos em 1897, estava obviamente sendo levada a cabo 33 anos depois.

Os “Protocolos” continuam a enganar pessoas e ainda são citados por indivíduos e grupos racistas, supremacistas brancos, nazistas e neo-nazistas como a causa dos males dos povos, quer estejam sob governos democráticos, ditatoriais, de esquerda, de direita, teocráticos ou de qualquer outro regime.

Os “Protocolos” foram publicados em várias línguas, inclusive português, espanhol, inglês, russo, vários idiomas da Europa Oriental, árabe, línguas asiáticas, etc. Enquanto Hitler os usou para “provar” que os judeus eram culpados pela Revolução Comunista na Rússia em 1917, os neo-nazistas russos e os nacionalistas-comunistas russos os usam atualmente para provar que os judeus são os responsáveis pela queda do comunismo e pela democratização do país.

O texto falso, a fraude feita por um governo imperial decadente e cruel com seu próprio povo, é tão convincente que, passados mais de 100 anos, ainda é apresentado como uma das maiores revelações que todo bom racista deveria conhecer.

(Extraído de http://www.midiajud.orghttp://www.beth-shalom.com.br)Hitler leu os "protocolos", que tornaram-se uma das causas do Massacre ocorrido na segunda guerra

Pequena crononologia dos “Protocolos”

1848 “Manifesto Comunista”.

1864 “Diálogos no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu” contra Napoleão III.

1868 Herman Goedsche reescreve os diálogos e troca os conspiradores por judeus.

1897 A Okhrana publica os “Protocolos” de forma restrita na Rússia.

1905 Os “Protocolos” são publicados na Rússia.

1917 Revolução Russa.

1920 Denunciados pela primeira vez em Londres.

1921 Denunciados pela segunda vez em Nova Iorque.

1923 Hitler escreve “Mein Kampf” [“Minha Luta”] na prisão.

1971 Trabalho completo sobre os “Protocolos” publicado em Nova Iorque.

1994 Começa a tradução e divulgação dos “Protocolos” pela internet em várias línguas.

2000 Grupos de extrema-direita e extrema-esquerda, além dos países árabes, usam os “Protocolos” para justificar seu ódio aos judeus para fins políticos.

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COMO RECEBER A SALVAÇÃO?

A verdade é uma só, como nos atesta a Palavra do Eterno, é uma só Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro (Filipenses 2, 6-7).

Quem escuta a Palavra de Cristo e crê n’Aquele que o enviou TEM a vida eterna e não vem a julgamento (João 5, 24), mas quem não crê JÁ ESTÁ julgado (João 3, 18).

Não basta retidão de coração para a salvação (Leia-se Romanos capítulo 1).

A mente e o coração de Deus estão expressos em Sua Santa Palavra.

Ele é misericordioso mas é justo e santo também! Quando nós, por mais pecadores ou esforçados que sejamos – pois nossa justiça não passa de trapo de imundícia – recebemos a Jesus como IHWH, Adonai e Cristo Salvador, a Sua justiça é-nos imputada e nós passamos a ser Filhos de Deus!

“Aquele que não conheceu pecado (Cristo), Deus o fez pecado por causa de nós, a fim de que, por ele, NOS TORNEMOS JUSTIÇA DE DEUS.” (II Coríntios 5, 21)

Por isso o Senhor Jesus disse que o Seu preciosíssimo sangue foi derramado por MUITOS e não por todos (Mateus 26, 28). A salvação só é aplicada aos que O recebem:

“Mas A TODOS QUE O RECEBERAM deu-lhes o poder de se tornarem FILHOS DE DEUS: aos que CRÊEM em seu nome.” (Jo 1, 12)

Há certa razão quando se diz que não basta conhecer Jesus. Isso é a mais pura verdade, pois é necessário CRER em Sua obra vicária (salvadora).

Aquele que é salvo verdadeiramente pelo Senhor Jesus; aquele que é verdadeiramente Sua ovelha, jamais será arrebatado de Sua mão (João 10, 28-29), apesar de poder vir a ter quedas (I Coríntios 10, 12).

E como podemos saber se temos sido parte do rebanho do Senhor Jesus?

Pelos frutos colhidos em nossa vida! Basta ler Gálatas 5 e descobriremos se nascemos de novo ou não. As obras não salvam, mas o salvo tem obras!

O cristão, israelita ou gentio, é pecador por causa de sua natureza adâmica (I Jo 1, 8), mas não é escravo do pecado: “Porque O PECADO NÃO TERÁ DOMÍNIO SOBRE VÓS, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.”(Romanos 6, 14)

Isso tudo é mérito e obra exclusiva do Senhor Jesus nos que crêem n’Ele.

A Ele seja a glória e o louvor pelos séculos dos séculos.

Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro!

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A QUEM PRESTAR CULTO?

“Então disse-lhe Jesus: Vai-te Satanás, porque está escrito: Ao senhor teu Deus adorarás e SÓ A ELE PRESTARÁS CULTO”. (Mt 4, 10)

Neste texto vemos a distinção entre o culto de latria e qualquer outro tipo de culto. Tanto um como o outro, sendo cultos, devem ser prestados SOMENTE A DEUS!

Não existe esta aberração CRIADA PELO ROMANISMO, que afirma que existe o culto de latria para Deus, o culto de hiperdulia para Maria e o culto de dulia para os santos.

A expressão dulia, tão propalada pelo romanismo, vem do grego douloς , que significa escravo, servo. Só podemos ser servos do Senhor Jesus, pois Ele é Deus encarnado. Deus não divide a Sua glória com ninguém!

SÓ DEUS PODE RECEBER CULTO, nem os anjos podem receber culto, por isso ensinou o Apóstolo Paulo:

“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de FILOSOFIAS e VÃS SUTILEZAS, SEGUNDO A TRADIÇÃO DOS HOMENS, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo (…) Ninguém vos domine a seu bel prazer com pretexto de humildade e CULTO DOS ANJOS, envolvendo-se em coisas que não viu. estando debalde inchado na sua carnal compreensão” (Cl 2, 8 e 18)

Sobre isso também ensina o livro do Apocalipse:

“E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar. E disse-me: não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. ADORA A DEUS” (Ap 22, 8-9)

Que o temor do Senhor nos abra os olhos para que não incorramos nas penas da grande meretriz. Adoremos somente a Deus. Ele é o único digno.


“Sai dela povo meu para que não incorrais nas suas penas”. (Ap 18, 4)

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O PAPEL DA VIRGEM MARIA NA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO

A bendita Mãe do Senhor

Maria foi a bendita mãe do Senhor Jesus. Destarte percebe-se que o cristão autêntico não pode tratá-la como se fosse uma mulher qualquer, por isso erram em grave tom os que pretendem diminuí-la com títulos de baixo calão. Ela é a mulher mais sublime de toda a Escritura. Mas é uma criatura, ou seja, não goza dos poderes de Onisciência, Onipresença e Onipotência, atributos exclusivos de Deus.

Maria foi mãe de Deus enquanto portadora, pois ela carregou em seu ventre uma pessoa integral, constituída de duas naturezas (união hipostática), divina e humana: o Senhor Jesus. No entanto, ela NÃO É “sancta Dei genetrix”, como pretende Roma, ou seja, geradora de Deus, pois Deus não pode ser gerado no tempo, ELE É ETERNO. Maria foi Θεοτόκος, ou seja, portadora de Deus e, portanto, geradora da natureza humana de Cristo.

A Imaculada Conceição

A Imaculada Conceição é um dos dogmas basilares do catolicismo romano dos últimos 150 anos. Este dogma foi proclamado pelo bispo de Roma, Pio IX, para toda a Igreja Romana como dogma por Deus revelado, em 8 de dezembro de 1854. No entanto, certíssimo é que, ao longo dos séculos cristãos, não poucos foram os teólogos que divergiram sobre este matéria. Mesmo os Papas divergiram sobre tal assunto, ou foram até magisterialmente contra tal afirmação.

O Bispo de Roma, Papa Leão Magno, na Carta Lectis dilectionis, de 13 de junho de 449, afirmou dogmaticamente:

“E ‘segundo um novo nascimento’: porque a virgindade inviolada ignorou a concupiscência, e formou a matéria de Seu corpo [quia inviolata concupiscentiam nescivit, carnis materiam ministravit]; assumida foi da Mãe do Senhor a natureza, não a culpa [assumpta est de matre Domini natura, non culpa] (…)”.

(Esta carta foi aclamada no Concílio de Calcedônia, 451, como sendo expressão De fide Catholica).

Ora, alguns poderiam objetar afirmando que Cristo, sendo Deus, não poderia ser concebido num ventre de alguém que tivesse natureza pecaminosa.


A carne de Cristo seria contaminada pelo pecado original…

Contudo, não ensinam as Sagradas Letras que nós, pecadores, somos templos do Espírito Santo e membros do Corpo de Cristo?


Porventura, contaminaríamos nós ao Espírito Santo e a Cristo com nosso pecados?


Não!


E quanto à carne?


A carne de Cristo não seria automaticamente manchada pelo pecado original?

Para responder a isto é necessário definir primeiramente o que é o pecado original (que não é algo de natureza genética, evidentemente).


A argumentação referente a Cristo neste sentido é a mesma que a Igreja Romana aplica a Maria.


Que diz Roma?


Não afirma ela, após o século XIX, que Maria foi concebida sem pecado original de seus pais (segundo a tradição, Ana e Joaquim) sem o pecado original?


Isto não poderia ser aplicado a Cristo?


Se os seus pais, tendo o pecado original (a culpa), lhe conceberam sem o mesmo, porque Cristo não poderia ser concebido da mesma forma?

Alguns dizem que não crer neste dogma torna o cristão herege, no entanto, muitos doutores da teologia defenderam o contrário, entre eles o Aquinate, em sua Summa Theologica!


Deveria ele ser condenado post mortem?


Alguns dirão que é porque isto era matéria livre de discussão, o que implica na inocência do mesmo neste sentido, naquela época.


Vejamos se este argumento procede.


Recorramos aos primeiros séculos da Igreja. Se alguém, antes da definição do Concílio de Nicéia, em 325, sobre a divindade de Cristo, viesse a negar a mesma, este poderia posteriormente ser absolvido por ignorância pelo fato de o Concílio ainda não ter proclamado tal verdade solenemente?


Evidentemente, não!


A Revelação encerrou-se com a morte do último apóstolo, João, e ali já está expressa claramente a divindade de Cristo. O Concílio só viria para confirmar esta verdade bíblica.


O mesmo pode ser dito da Imaculada Conceição?


Não, pois não é uma verdade afirmada na Revelação, que ENCERROU-SE com a morte de João. Roma, no entanto, propaga que tal verdade não veio pelo Canal da Escritura, mas pelo da Tradição, que seria uma fonte de Revelação também.


Mas o que é a Tradição para a Igreja Romana? Pode ela provar que estes ensinamentos que constituem o “canal da Tradição” remontam aos apóstolos?

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PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA PENSAR

Diante de tantos ensinamentos humanos que grassam em nossos dias como se viessem de Deus, de maneira a sobrepujar a autoridade bíblica, verdadeiros impropérios, indagamo-nos:

Em que devemos crer?

Em tradições humanas?

QUAL É O ÚNICO LIVRO DA FACE DA TERRA QUE TEM A DEUS POR AUTOR EXCLUSIVO?

P- Quem além de Deus pode estar em todos os lugares para ouvir as orações de bilhões ao mesmo tempo?

R- Ninguém. Só Deus pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, pois SÓ ELE É ONIPRESENTE;

P- Quem além de Deus pode sondar os corações e os pensamentos a ponto de saber o que vamos dizer antes mesmo que digamos?

R- Ninguém. Só Deus pode ler pensamentos e, portanto, nossas orações mentais, pois SÓ ELE É ONISCIENTE;

P- Quem além de Deus é onipotente?

R- Ninguém. Só Deus pode fazer todas as coisas – sem se contradizer – para Ele nada é impossível, pois só Ele é ONIPOTENTE;

Só Ele é SENHOR (ADONAI), porque SÓ ELE É DEUS! Por isso não há outro Senhor ou Senhora. Isso é invenção humana! Os apóstolos JAMAIS ensinaram isso!

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